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Quarta-feira, 12 de Junho de 2013
Segunda-feira, 10 de Junho de 2013
Um perfil intimista de Henrique Feist
In Revista nº.8, Expresso, Junho 2013
Artigo Completo Aqui
"Quero ficar com ele o resto da vida. Quis casar-me para garantir que, se morrer antes dele, tudo o que tenho será seu por direito. E quis ter o gosto de poder chamar-lhe 'meu marido'"
...e é assim tão simples.
Quinta-feira, 6 de Junho de 2013
Desafio Foto-Literário
Anda por aí um desafio que decidi aceitar. Começou, acho eu, por aqui, seguiu para aqui e o último que vi foi mesmo aqui. A ideia passa por ilustrar o nosso blogue através de um livro e, como sou previsível, claro que o meu teria obrigatoriamente de ter uma tartaruga. Sábia por sinal. Comprei este livro ainda antes de iniciar o blogue mas tem sido uma fonte de reflexão nestes últimos anos. Não fosse o tempo uma constante preocupação minha. O livro, assinado por José Luís Trechera, procura ensinar "a olhar e a viver".
"Na cultura do primeiro mundo ser lento é sinónimo de ineficaz, inútil e
‘tolo’. Impõe-se a rapidez e a impaciência, tudo tem de estar
disponível ‘na hora’. Passamos o tempo a correr de um lado para o outro. Torna-se imperativo a rapidez de uma reflexão, mas em certas ocasiões
vale a pena trocar o relógio pela bússola para se encontrar o Norte".
Já agora, e para os mais atentos deste meu aquário, de volta e meia, recorria a letras de músicas que gosto para um pequeno post a que chamei "Sabedoria da Tartaruga". Normalmente, são pequenas fórmulas que retratam a minha própria forma de pensar. Como por exemplo:
Outras aqui.
Aguardo as vossas escolhas literárias nos vossos blogues.
Quarta-feira, 5 de Junho de 2013
Engates normais II
Ainda no seguimento do meu último desabafo, dei por mim a pensar na minha experiência enquanto alvo de engate. Não pensem que foram muitos até porque sou um chavalo normal - embora incrivelmente adorável - e, como sabem, estou numa relação longa. Mas a abordagem do outro dia levou-me a encontrar um padrão em comparação às demais e concluir que existe um verbo que é excessivamente usado nesta lenga-lenga do get lucky: "Ter" invés do "Ser". Isto é, e sem querer entrar no universo dos blogues sob a iluminação da Carrie Bradshaw, a conversa do interlocutor mergulha, hoje em dia, essencialmente sobre o "Eu tenho" do que propriamente "Eu Sou".
O rapaz do outro dia, que me pareceu ser de resto bastante simpático, não hesitou a enumerar a um desconhecido (despedimo-nos sem ele sequer saber o meu nome) os seus sucessos profissionais, a dificuldade que é gerir uma equipa de dezassete pessoas, a elevada conta que paga de electricidade, o condomínio privado onde vive, o dinheiro que tinha na carteira... enfim, toda uma série de qualidades conquistadas (merecidamente, não duvido) ao contrário de me contar, por exemplo, o que gosta de fazer nos tempos livres.
Dei por mim a pensar no passado e notei que já me tinha acontecido mais do que uma vez. Elaborei mesmo duas ou três teorias, as quais não vou desenvolver sob risco de ser injusto ao generalizar. Prefiro pensar que talvez eu tenha ar de pobrezinho e que existem algumas almas caridosas que vêem em mim a oportunidade de me transformar de abóbora numa princesa. Enfim... como se precisasse.
Mas nem só de cifrões se pautou a conversa. Ele teve a oportunidade de discutir o panorama do teatro e televisão portuguesa comigo, vou-me lá lembrar porquê. E cometeu A gaffe letal. "O Nicolau Breyner é o melhor actor português", disse convicto. Páh... foda-se mas não.
Terça-feira, 4 de Junho de 2013
Engates normais I
Mea culpa. Confesso: namoro há mais de quatro anos com um rapaz que conheci através de um chat. E, planeou o destino, amamo-nos e já desenhamos planos de um qualquer casamento amaldiçoado pela família e uma co-adoção de um qualquer Santiago ou Eduardo. Mas também admito: os engates naturais dão-me uma tesão tremenda. Ainda esta semana, no calor do meu humilde estabelecimento (apenas porque tenho o ar condicionado avariado), entrou um novo cliente que ainda não conhecia. O rapaz, dois anos mais novo do que eu, estava a trabalhar numa recolha de donativos para uma associação cujo nome não memorizei. Engraçado, de olho claro e com um "monstro" saliente (Monstro: Barriga grande ou cheia.), deu inicio ao seu paleio treinado que durou mais de duas horas. Isto do gaydar é uma coisa engraçada. Eu, que gosto pouco de ser apaparicado, respondia cordialmente como minha mãezinha me educou. E, deixem-me que vos diga, adoro estes engates. Um engate, infelizmente para ele, falhado logo à partida mas que para este post pouco interessa.
Sempre gostei da naturalidade nos engates homossexuais. Longe dos filtros de um monitor ou de um qualquer bar ou discoteca assumidamente homossexual. Gosto da sedução sem que seja necessário dizer: "Eu também sou gay" mas que simplesmente acontece num ambiente dito normal. Uma corte que segue os seus trâmites, também eles institucionalizados. Sei lá, a troca de elogios mútuos, os sorrisos e olhares envergonhados, a troca de contactos, a marcação de um café e, diria agora o Francisco, a troca de fluídos. Não é por nada que a minha parte preferida de um filme porno seja mesmo o início em que se dá a sedução. O rapaz, depois de fumarmos um cigarro juntos, acabou por convidar-me para ir conhecer o restaurante dele. Convite que aceitei.
Mas amigo, se por acaso fores meu leitor, lamento mas vou levar companhia.
Ainda me fazes um desconto na conta?
Segunda-feira, 3 de Junho de 2013
Da Feira do Livro
Um ano mais fraco e "oportunidades" duvidosas, tendo em conta a maioria dos bolsos portugueses. Ainda assim, trouxe o Haruki, o Mia e o Paul para casa para uma valente orgia. Dinheiro que foi directamente para a Leya, esses malvados monopolistas que têm os meus autores preferidos no portfólio.
Sábado, 1 de Junho de 2013
Buuuuuu
Era "natural" que voltasse e para já agradeço os vossos e-mails. Ainda que não tenha respondido a todos.
Desculpem lá qualquer coisinha.
Domingo, 27 de Janeiro de 2013
a propósito da falta de tempo
O tempo é um bem escasso e é pouco valorizado quando somos mais novos. O tempo não aumenta, nem diminui. Simplesmente existe para ser usado e infelizmente não pode ser recuperado quando mal empregue. O meu tempo é, assim, precioso. Não me entendam erradamente. O meu tempo é tão precioso quanto o vosso. Nem mais nem menos.
Com um horário de trabalho longo, não trabalhasse eu o dia inteiro, praticamente todos os dias da semana, é essencial saber bem o que fazer com o pouco tempo livre que disponho para mim. Diria mesmo ser essencial escolher bem com quem o passo ou invisto. A falta de tempo livre deu-me uma nova perspectiva sobre quem me rodeia. Porquê perder tempo ou fingir gostar de passar tempo com pessoas que não acrescentam nada de novo? Ou seja, qual o sentido de as ter na minha vida?
Chegado a um dia de folga, penso com quem a gostaria de passar. A família e o namorado ficam em primeiro lugar. Sempre. Quando eles não estão disponíveis, automaticamente penso em dois amigos. Ela, que conheço desde os nossos tempos de triciclo. Ele, que conheci na adolescência e que desde então nunca mais nos largámos. E se não estiver com eles, tristemente não me apetece investir energia em mais ninguém. Mais uma vez não me interpretem erradamente. Tenho mais um punhado de bons amigos. Mas o nível de energia que me apetece investir neles reduziu. Prefiro guardar o tempo livre para mim.
Preciso de renovar o meu leque de amizades.
Ou de novos interesses.
Apetece-me um risotto.
Com um horário de trabalho longo, não trabalhasse eu o dia inteiro, praticamente todos os dias da semana, é essencial saber bem o que fazer com o pouco tempo livre que disponho para mim. Diria mesmo ser essencial escolher bem com quem o passo ou invisto. A falta de tempo livre deu-me uma nova perspectiva sobre quem me rodeia. Porquê perder tempo ou fingir gostar de passar tempo com pessoas que não acrescentam nada de novo? Ou seja, qual o sentido de as ter na minha vida?
Chegado a um dia de folga, penso com quem a gostaria de passar. A família e o namorado ficam em primeiro lugar. Sempre. Quando eles não estão disponíveis, automaticamente penso em dois amigos. Ela, que conheço desde os nossos tempos de triciclo. Ele, que conheci na adolescência e que desde então nunca mais nos largámos. E se não estiver com eles, tristemente não me apetece investir energia em mais ninguém. Mais uma vez não me interpretem erradamente. Tenho mais um punhado de bons amigos. Mas o nível de energia que me apetece investir neles reduziu. Prefiro guardar o tempo livre para mim.
Preciso de renovar o meu leque de amizades.
Ou de novos interesses.
Apetece-me um risotto.
Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
Domingo, 13 de Janeiro de 2013
http://en.wikipedia.org/wiki/Bullying
Serei só eu que fiquei triste e revoltado com o episódio da Pêpa, ou lá como a rapariga gosta de ser chamada. Não triste e revoltado como a massa carregada de cólera que crucificou, hipocritamente, a rapariga nas redes sociais. Triste e revoltado porque, aos trinta anos, descobri que o pequeno bully dentro de nós, que se manifestava tantas vezes nos primeiros anos de escola, estava simplesmente adormecido. Que por mais que amadurecemos, ele, falso silencioso, sempre se manifestará em grupo quando um elemento ousa ser diferente. A pequena Pêpa, com os seus trejeitos queques, desejos fúteis e sim, cabeça aparentemente cheia de dióxido de carbono, disse o impensável. Os seus verdadeiros desejos para 2013. Um objecto de luxo (será?), para o qual teria de juntar dinheiro, imagine-se, através do seu trabalho. Lamento, mas eu também tenho os meus desejos fúteis. Ao comer as doze passas não desejei paz no mundo ou a cura para o cancro. Um dos meus desejos foi dinheiro. Dinheiro para os meus brunchs de fim-de-semana, a consola de jogos que ando a namorar, o resto da decoração da minha casa e uma viagem para um resort com o meu parceiro. Estamos em crise e claro que a Samsung poderia ter tido mais sensibilidade para o actual contexto económico. Poderia. Mas o desempregado nem era, tão pouco, o target do anúncio. O target era aquele com dinheiro no bolso para gastar em futilidades. E, por mais que doa a alguns, este não devia ser obrigado a esconder-se nem deveria ter de pedir desculpa. A pequena Pêpa só queria uma mala. E foi atacada devido a um briefing infeliz.
Sábado, 15 de Dezembro de 2012
Massacre de Connecticut
O mundo pode não acabar... mas existem aqueles que insistem em destrui-lo aos poucos. Gente sem qualquer pingo de humanidade que, insatisfeitos pela vidinha miserável que levam, ferem mortalmente a alma de quem os rodeia e condenam os seus futuros. Sinto-me profundamente impotente.
Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012
Qual Maria Madalena
Acabei de ver o filme Wall-E.
Quando faltavam dez minutos para terminar, comecei a chorar.
Os créditos finais começaram e lá continuava eu.
Acho que desidratei.
Quando faltavam dez minutos para terminar, comecei a chorar.
Os créditos finais começaram e lá continuava eu.
Acho que desidratei.
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012
Um ensinamento para a vida...
"Maybe you don't need the whole world to love you, you know, maybe you just need one person".
By Cocas, o Sapo.
In Os Marretas
Domingo, 9 de Dezembro de 2012
O "encalhado"
Sou tio novamente. Tenho três irmãos: dois mais velhos e uma irmã mais nova. Pode-se dizer que sou o filho do meio, pois sete e seis anos me separam dos meus irmãos e outros seis da caçula. O primogénito tem dois rapazes, um dos quais meu afilhado. O meu outro irmão tem agora mais uma filha, nascida ontem, a segunda e espero que a última pois já tem idade para ter juízo. Agora, seguindo a ordem natural das coisas e do socialmente expectável, deveria ser a minha vez de assentar e de ser pai. A pressão da família, felizmente, não existe. Mas seria justa pois já há dez anos que não lhes apresento ninguém. A pressão, ou estranheza, ocorrerá certamente dentro de poucos anos quando a minha irmã deixar o comprimido. Uma grande possibilidade pois também ela se prepara para sair de casa e ir viver com o namorado. Depois irei sobrar eu. Literalmente, para tio.
Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012
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